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Saída de Alfredo Gaspar muda corrida ao Senado e abre espaço para Lira e Renan em Alagoas

Deputado deixa disputa estadual para ser vice de Flávio Bolsonaro; com duas vagas em jogo, Arthur Lira e Renan Calheiro…

 

Deputado deixa disputa estadual para ser vice de Flávio Bolsonaro; com duas vagas em jogo, Arthur Lira e Renan Calheiros ganham espaço, mas novo nome pode voltar a embaralhar o cenário.

A corrida pelas duas vagas de Alagoas no Senado ganhou um novo desenho após a confirmação de Alfredo Gaspar (PL) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. Até então, Gaspar figurava entre os principais nomes da disputa estadual e aparecia na liderança de diferentes levantamentos.

Com a mudança para a eleição presidencial, um dos candidatos mais competitivos deixa o tabuleiro alagoano e abre espaço principalmente para Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB), que já estavam no primeiro pelotão das pesquisas. 

Gaspar estava entre os líderes

O levantamento do Paraná Pesquisas divulgado no início de julho mostrava uma disputa apertada. Alfredo Gaspar aparecia com 40,4%, Arthur Lira com 39,8% e Renan Calheiros com 36,4%. Como o eleitor alagoano poderá votar em dois candidatos ao Senado, os percentuais não somam 100%.

A pesquisa ouviu 1.400 eleitores em 52 municípios entre 28 de junho e 1º de julho e tinha margem de erro de 2,7 pontos percentuais. Os três primeiros estavam tecnicamente muito próximos. 

Outro levantamento, do Vox Brasil, divulgado em julho, também mostrava Gaspar em posição competitiva: ele tinha 42,5%, contra 42,1% de Renan Calheiros e 31,5% de Arthur Lira. Os números reforçavam que sua presença representava um obstáculo real para os demais concorrentes.


Lira pode ser o maior beneficiado

A mudança tende a beneficiar imediatamente Arthur Lira. Gaspar e Lira disputavam parte significativa do eleitorado conservador e de direita em Alagoas. Sem o deputado do PL na corrida ao Senado, Lira perde um concorrente direto por esse segmento.

O Poder360 avaliou que a saída de Gaspar abre caminho para uma possível polarização entre Lira e Renan pelas duas vagas disponíveis. 

Para Renan Calheiros, o efeito também é positivo. O senador busca a reeleição e vê sair da disputa justamente um candidato que aparecia numericamente à sua frente em algumas pesquisas.

Na prática, sai do cenário um nome que poderia ocupar uma das duas cadeiras e obrigar Lira e Renan a travarem uma disputa ainda mais dura pela vaga restante.

Mas o jogo ainda não terminou

Apesar do cenário inicialmente mais favorável aos dois políticos, a corrida não está definida.

A entrada de Marina Candia, ligada ao grupo político de JHC, surgiu como uma nova variável. Segundo o Congresso em Foco, sua candidatura ao Senado pode disputar especialmente votos que poderiam migrar de Alfredo Gaspar para Arthur Lira. 

Marina também chega ao cenário com forte presença nas redes sociais e ligação direta com um dos principais grupos políticos do estado, o que pode alterar novamente a distribuição das intenções de voto. 

Além dela, outros nomes já testados em pesquisas também permanecem no tabuleiro, o que impede qualquer conclusão antecipada sobre quem ficará com as duas vagas.

Novo capítulo na eleição alagoana

A escolha de Alfredo Gaspar para compor a chapa presidencial transformou em poucos dias uma das disputas mais acirradas de Alagoas.

Se antes havia três nomes praticamente embolados na liderança, agora Lira e Renan passam a largar em um cenário aparentemente mais confortável. A questão é saber para onde irão os votos de Gaspar — e até que ponto novos candidatos conseguirão ocupar esse espaço.

A eleição ainda tem caminho pela frente, mas uma coisa já mudou: sem Alfredo Gaspar na corrida ao Senado, o jogo político de Alagoas foi redesenhado.

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