Mulher é condenada a 12 anos de prisão pela morte de sargento da PM em Alagoas
Decisão em regime fechado atende tese do MPAL de homicídio qualificado por motivo fútil; laudo pericial desmentiu versõ…
Decisão em regime fechado atende tese do MPAL de homicídio qualificado por motivo fútil; laudo pericial desmentiu versões de legítima defesa e "roleta russa".
A ré Josefa Cícera Nunes Flores foi condenada a 12 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do companheiro, o sargento da Polícia Militar de Alagoas, Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos. O julgamento ocorreu em Maceió, com atuação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), representado pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas.
A acusação sustentou a tese de homicídio qualificado impulsionado por motivo fútil (ciúmes). A pena fixada em 12 anos considerou a atenuação por ser a ré primária e confessa, embora as justificativas de legítima defesa tenham sido integralmente rejeitadas pelo Conselho de Sentença.
Prova técnica desmentiu versões da defesa
Durante as investigações e o julgamento, a ré apresentou versões contraditórias, incluindo a alegação de agressões prévias e de uma suposta "brincadeira" de roleta russa que teria resultado em disparo em legítima defesa.
Entretanto, o laudo pericial de balística foi determinante ao comprovar que os disparos foram efetuados à distância e com uma pistola — anulando a versão da roleta russa, prática associada a revólveres. Nenhuma outra arma foi encontrada na residência do casal.
Emoção e pedido de justiça
Familiares e filhos do militar acompanharam o julgamento comovidos. Para a acusação e os assistentes jurídicos, a condenação traz o alívio e a resposta esperada pela família após quatro anos de espera por justiça. A ré saiu do tribunal direto para o cumprimento da pena em regime fechado.
