Prisão é mantida e defesa de professor suspeito de abuso em Murici alega "caráter limpo"
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| Operação conjunta mobilizou forças de segurança em Murici para o cumprimento do mandado de prisão do investigado. Foto: Reprodução/Internet. |
O educador físico de 64 anos é investigado pelo Ministério Público por supostos crimes contra alunos da rede municipal de ensino.
A Justiça manteve a prisão temporária de um professor de Educação Física, de 64 anos, após a realização de audiência de custódia no município de Murici, na Zona da Mata alagoana. O educador é o principal alvo de uma investigação que apura denúncias de pedofilia e abuso sexual. A confirmação da manutenção da prisão e o posicionamento da defesa foram divulgados nesta sexta-feira (17).
Detalhes da Investigação e Afastamento
De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), as possíveis vítimas seriam estudantes que frequentavam as aulas do próprio suspeito. O professor é um servidor antigo do município, atuando há 34 anos na Escola Municipal Pedro Tenório Raposo. Até o momento, o nome do investigado e o número exato de menores envolvidos não foram revelados pelas autoridades.
A prisão foi efetuada durante uma operação conjunta estruturada pelo MP, unindo as promotorias de Murici e da capital, Maceió. Logo após a detenção, o investigado foi oficialmente afastado de suas funções escolares, passou pelos exames de corpo de delito padronizados e permanecerá preso por um prazo inicial de 30 dias, conforme estabelecido no Procedimento Investigatório Criminal em andamento.
Defesa pede presunção de inocência
O advogado Caio César, que assumiu a representação do professor, pronunciou-se afirmando que o caso ainda está em sua fase embrionária. A defesa pede que a presunção de inocência seja respeitada e argumenta que o cliente possui "caráter limpo" e não tem antecedentes criminais, ressaltando que a ação foi motivada por denúncias anônimas.
Paralelamente às investigações criminais, a Prefeitura de Murici informou que acompanha o caso com rigor e já avalia as medidas administrativas cabíveis em relação ao servidor público, dada a gravidade das acusações.
